O vinho tinto Montepulciano d’Abruzzo não é somente o símbolo
da região de Abruzzo, como também é um dos vinhos italianos mais
comercializados em todo o mundo. Em 1968, o exemplar recebeu a DOC
Montepulciano d’Abruzzo. Tal denominação abrange a maior parte da região
italiana.
Desde os anos 1960, depois de ter sido reconhecido pelo
“DOC”, os vinhos da Abruzzo tornaram-se progressivamente conhecidos no mundo.
As denominações de origem mais conhecidas são: Montepulciano
d’Abruzzo Colline Teramane DOCG, Abruzzo DOC, Cerasuolo d’Abruzzo DOC,
Controguerra DOC, Montepulciano d’Abruzzo DOC, Ortona DOC, Terre Tollesi DOCG,
Trebbiano d’Abruzzo DOC, Villamagna DOC, Colli Aprutini IGT, Colli del Sangro
IGT, Colline Frentane IGT, Colline Pescaresi IGT, Colline Teatine IGT, Del
Vastese (o Histonium) IGT, Terre Aquilane IGT e Terre di Chieti IGT. Em suma
existe em Abruzzo apenas uma denominação DOCG, Montepulciano d’Abruzzo delle
Colline Teramane DOCG, 8 denominações DOC e 8 denominações IGT.
O relevo da região é formado por colinas e montanhas,
incluindo a imponente cordilheira dos Appennini, cuja altitude ultrapassa os
2.000 m. Abruzzo possui 150 km de costa, com características bastante
peculiares: ao norte, o cenário é baixo e retilíneo, composto por terrenos
amplos e arenosos; já na parte sul, encontram-se terrenos marcados por uma
densa vegetação mediterrânea.
A região de Abruzzo apresenta, portanto, clima marítimo e
continental, com temperatura média anual variando entre 8 e 12ºC na zona das
montanhas, e 12 e 16ºC na parte marítima.
Os melhores
vinhos Montepulcianos são da parte norte da região de Abruzzo, onde a
cordilheira dos Apeninos (Appennini) aproxima-se do mar. Dentre os 500 mil
hectolitros do vinho Montepulciano d’Abruzzo produzidos anualmente, cerca de
dois terços provêm do distrito de Chieti.
A uva Montepulciano apresenta coloração profunda, baixa
acidez e taninos doces, conferindo aos vinhos caráter frutal delicado que o
torna bom enquanto jovem. No entanto, os exemplares elaborados a partir da uva
Montepulciano podem ser degustados também com 10 anos de vida.
Vale aqui também uma pertinente informação: Apesar do nome, a
uva Montepulciano não tem nada a ver com a cidade de mesmo nome localizada em
outra região da Itália, a Toscana. Lá são produzidos os vinhos Rosso di
Montepulciano e Nobile de Montepulciano, mas que não são feitos com a uva
Montepulciano, apenas levam esse nome em referência à cidade.
Montepulciano
A uva-tinta Montepulciano é a segunda tinta mais plantada na
Itália, depois da Sangiovese. É uma das variedades utilizadas na elaboração de
vinhos incríveis. Pois sua pele é altamente pigmentada, conferindo-lhe uma cor
profunda e ricamente colorida.
É uma cepa que geralmente produz bebidas encorpadas, com
sabores delicados de frutas negras, como amora, cereja e berris. Também tem um
teor alcoólico notável, baixa acidez e taninos suaves. Além de notas de cacau,
orégano e, até mesmo, de tabaco.
A uva produz tintos profundos e é adaptável aos estilos de
vinificação moderno ou tradicional. A Montepulciano é comumente destinada a
vinhos jovens. Entretanto, também pode ser utilizada para a elaboração de
bebidas da velha guarda, sendo envelhecidos em barris de carvalho.
Os vinhos tintos de Montepulciano geralmente combinam com uma
grande variedade de alimentos devido à acidez elevada natural. No entanto, os
sabores robustos de ervas e tabaco costumam exigir alimentos mais ricos e
salgados.
A Montepulciano harmoniza bem com os pratos mais populares da
Itália, como pizza, bolonhesa e molhos à base de tomate. Harmoniza também com
pratos de macarrão com queijo. Além de pratos com cabra ou costela de cordeiro
para destacar seu lado saboroso.
Para atingir todo o seu potencial, a Montepulciano precisa de
uma longa estação de crescimento para amadurecer completamente, por isso o
clima ensolarado das partes central e sul do país são os mais adequados. Quando
cultivado no Norte, região mais fresca da Itália, a Montepulciano pode ter um
sabor desagradável.
As regiões que cultivam Montepulciano tradicionalmente o
misturam com uma porcentagem menor de outras uvas italianas nativas, como
Sangiovese e ainda a francesa Syrah. Assim, a denominação de origem do vinho
muda de acordo com o percentual mínimo da uva Montepulciano na bebida. São
eles:
·
Montepulciano
d’Abruzzo DOC (mínimo de 85%);
·
Montepulciano
d’Abruzzo Colline Teramane DOCG (mínimo de 90%);
·
Controguerra
Rosso DOC (mínimo de 60%).
E agora finalmente o vinho!
Na taça apresenta um vermelho rubi com halos granada e bem
lacrimoso, com lágrimas lentas e grossas.
No nariz entregam frutas vermelhas frescas, com destaque para
ameixas, cerejas e framboesas, com toques rústicos que lembra especiarias e couro
e algo floral.
Na boca é macio, aveludado e equilibrado, mas com alguma
personalidade, um vinho com bom volume de boca. A fruta também protagoniza no
paladar, com taninos amáveis, redondos, porém presentes, além de média acidez e
final persistente de retrogosto frutado.
A personificação da Itália, além da Sangiovese, se mostra na
Montepulciano. Então degustar rótulos com essa casta sempre será um grande
prazer e o Rilievo, mesmo simples na sua concepção e proposta, entrega o que de
fato a cepa deveria entregar em suas mais fiéis características: frutado,
especiado, marcante, mas elegante e harmonioso. Assim o é! A Itália com seus
apelos regionais que ganham o mundo definitivamente faz com que nos rendamos
sempre aos seus rótulos. Tem 13% de teor alcoólico.
Sobre a Vinícola Botter:
A vinícola Botter foi fundada por Carlo Botter e sua esposa
Maria em 1928 em Fossalta di Piave, uma pequena cidade perto de Veneza. Começou
como um pequeno negócio de venda de vinhos locais em barricas e garrafões.
Na década de 60 os dois filhos, Arnaldo e Enzo, ingressaram
na Companhia e passaram a comercializar vinhos em garrafas. Aumentaram a
presença da Empresa no mercado italiano e - o mais importante - deram vida a um
processo gradual de expansão para outros países, que se tornaria a principal
fonte de receitas da Empresa.
Na década de 70, a Botter conseguiu acompanhar o crescimento
do mercado internacional e expandir sua variedade. Alguns de seus vinhos do
Veneto vieram dos vinhedos da família, localizados perto de Treviso.
Nos anos 80, graças a várias colaborações estreitas com
produtores locais, Botter começou a fornecer novos vinhos de Abruzzo, Campânia,
Puglia e Sicília, oferecendo uma ampla gama de produtos feitos com uvas de
vinhas nativas; este foi apenas o ponto de partida da abordagem
multiterritorial de Botter que mais tarde se desenvolveria e se espalharia por
todo o país, do norte ao sul da Itália.
No final dos anos 90, a terceira geração - Annalisa,
Alessandro e Luca - entrou na Companhia e Botter passou a testemunhar uma nova
evolução. Foi adotado um modelo de negócio totalmente novo, mais adequado às
necessidades de um mercado dinâmico e global.
Hoje, Botter é um dos maiores produtores e exportadores de
vinhos italianos:1 em cada 35 garrafas de vinho italiano exportadas para o
mundo é produzida por Botter.
Mais informações acesse:
https://www.botter.it/
Referências:
“Blog Famiglia Valduga”: https://blog.famigliavalduga.com.br/conheca-a-uva-montepulciano-e-saiba-tudo-sobre-a-tradicional-variedade-italiana/
“Mistral”: https://www.mistral.com.br/regiao/abruzzo
“Vinho Italiano.com”: https://vinhoitaliano.com/os-vinhos-da-regiao-abruzzo/
“RBG Vinhos”: https://www.rbgvinhos.com.br/blog/abruzzo-a-terra-da-uva-montepulciano-uma-das-mais-famosas-da-italia
“Parada 21”: https://parada21.com.br/vinhos-italianos-abruzzo-a-regiao-de-excelentes-vinhos-frutados/