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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Santa Ema Gran Reserva Merlot 2021

 



Vinho: Santa Ema Gran Reserva

Safra: 2021

Casta: Merlot

Região: Vale do Maipo

País: Chile

Produtor: Santa Ema

Adquirido: Supermercado Hortifruti (Niterói)

Valor: R$ 67,90

Teor Alcoólico: 13,4%

Estágio: 8 a 10 meses em barricas de carvalho francês e americano.

 

Análise:

Visual: revela um rubi intenso e brilhante, com halos violáceos, com lágrimas finas, lentas e em profusão que desenham as bordas do copo.

Nariz: o primeiro ataque são os aromas de frutas vermelhas frescas, é como se tivéssemos uma cesta abundante de frutas, como framboesas, amoras, cerejas. As notas amadeiradas aparecem e dão toques de baunilha, de carvalho, de uma leve tosta e de chocolate meio amargo, que lembra cacau e leite.

Boca: o paladar traz elegância e maciez, com muita tipicidade, afinal a sedosidade é a tônica da cepa. As notas frutadas ganham destaque também, coo no aspecto olfativo, com taninos, embora presentes, estão amáveis, maduros. O carvalho é mais vívido no paladar, dando o aporte de baunilha, torrefação, cedro. A acidez é média e corrobora o seu frescor. O final é longo, persistente e amadeirado.

 

Produtor:

https://www.santaema.cl/pt-br/?active=S


sábado, 25 de junho de 2022

Santa Ema Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2017

 

Têm castas que já estão inseridas em nossas vidas de enófilo desde sempre. Está tão inserida que nos traz a sensação de que a conhecemos profundamente, todas as suas nuances e características, cada detalhe. Nem tanto, nem tanto...

Claro que, dependendo da uva, da variedade, se adapta em vários solos, em vários terroirs, ganhando uma personalidade única, com nuances e peculiaridades inerentes a cada região.

A Cabernet Sauvignon, por exemplo, é tida, por muitos, como a rainha das uvas tintas. Não é para menos, claro, se adapta em vários climas e solos, é uma das cepas mais cultivadas do planeta, é a mais consumida também. Tem a sua nobreza pela sua história e representatividade. É digna de sua fidalguia.

Mas ainda há possibilidades de se surpreender com a Cabernet Sauvignon, sobretudo quando se conhece algumas regiões onde ela reina, em termos de qualidade. Falo da emblemática região chilena chamada Vale do Maipo.

E por que estou associando o Maipo com a Cabernet Sauvignon? Exatamente pela qualidade, pela referência dessa região para o cultivo da variedade, conhecida por ser a melhor região para a produção da cepa e de rótulos de plena representatividade em todo o Cone Sul.

A degustação de Cabernets do Maipo felizmente para mim não é novidade. Já havia tido uma experiência e tanto com um rótulo tradicional do Chile, além da região em si, que é o Marquês de Casa Concha Cabernet Sauvignon da safra 2014 e que experiência maiúscula, intensa, plena. De fato, não há o que contestar em degustar um Cabernet Sauvignon do Maipo.

E a segunda oportunidade me veio com outro rótulo de um produtor promissor, expoente em qualidade e tipicidade, que vem ganhando a predileção do enófilo brasileiro, falo da Santa Ema. Eu já tive o prazer de degustar o Merlot, de proposta intermediária da vinícola, o Santa Ema Select Terroir Merlot da safra 2018, e me surpreendeu pela personalidade e a representação do terroir que se confirma, inclusive, no nome.

E este rótulo de hoje se apresenta como um Gran Reserva, um Cabernet Sauvignon, do Vale do Maipo! Algumas combinações no mínimo instigante. Eu o mantive na adega por um tempo desde a compra. A intenção inicial foi deixa-lo por algum tempo na adega e degusta-lo com alguns anos de vida, mas a ansiedade venceu a paciência e a decisão de desarrolhá-lo foi dada.

Mas acredito que esteja no seu auge, no ápice de sua condição. E voilá! Um vinho estupendo, intenso, complexo, mas elegante, redondo, envolvente. Não preciso dizer, mas direi, para não perder o costume. O vinho que degustei e gostei veio do Vale do Maipo, Chile, e se chama Santa Ema Gran Reserva Cabernet Sauvignon da safra 2017. Então antes da descrição organoléptica do rótulo vamos às apresentações da tradicional Vale do Maipo.

Vale do Maipo

O Vale de Maipo é a única região vinícola do mundo com vinhedos nos limites urbanos de uma capital, Santiago, de 5,5 milhões de habitantes. O vale abriga o maior número de vinícolas do Chile, muitas delas com uma longa tradição vinícola que remonta ao início da produção chilena, e caves do século 19. Os vinhedos se estendem pelo Andes, onde são produzidos os melhores Cabernets, até o planalto central.

Maipo está localizado no extremo norte do Valle Central, onde a faixa costeira separa a costa do Oceano Pacífico e, no lado oriental a Cordilheira dos Andes se divide, separando a região de Mendoza do Vale do Maipo. As primeiras vinhas cultivadas na região chilena datam de 1540, contudo, foi apenas em 1800 que a cultura vinícola começou a se expandir notoriamente, tornando-se uma referência entre os vinhos sul-americanos.

Maipo Valley

A região pode ser dividida em três sub-regiões, Maipo Bajo, Central Maipo e Alto Maipo. Os vinhedos cultivados em Alto Maipo, ou Maipo Superior, percorrem a borda oriental da Cordilheira dos Andes, se beneficiando de altitudes entre 400 e 760 metros. Nesta altura, os dias são quentes e as noites frias, proporcionando uma lenta maturação das uvas, isto é, uvas com maiores índices de acidez.

Central Maipo, conhecida também como Maipo Médio, é uma sub-região de clima mais quente do que no Alto Maipo, bem como solos com maiores composições de argila, dando origem a vinhos mais refinados e elegantes.

A uva Cabernet Sauvignon continua sendo a variedade mais cultivada na região, apesar de existirem pequenos cultivos da Carmenère, casta beneficiada graças as temperaturas mais quentes, bem como Merlot, Syrah, Cabernet Franc, Malbec, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Semillón.

Por fim, a sub-região do Bajo Maipo está situada em torno das cidades de Talagante e Isla de Maipo, onde apesar de existir o cultivo das vinhas, encontra-se com maior facilidade diversas vinícolas.

Alguns produtores estão localizados perto do rio, onde a brisa fresca proporciona microclimas adequados para o cultivo, principalmente, de uvas brancas, além da Cabernet Sauvignon. Valle del Maipo ganhou sua denominação de origem controlada em 1994, decretada pelo governo chileno.

A região vinícola do Valle del Maipo possui 13 denominações: Alhue (DO), Buin (DO), Calera de Tango (DO), Colina (DO), Isla de Maipo (DO), Lampa (DO), Maria Pinto (DO), Melipilla (DO), Pirque (DO), Puente Alto (DO), Santiago (DO), Talagante (DO) e Til Til (DO).

E agora finalmente o vinho!

Na taça revela um intenso e profundo vermelho rubi, mas com reflexos violáceos que estimula um lindo brilho, com lágrimas finas lentas e em profusão que desenham as bordas do copo.

No nariz explodem em aromas frutados, de frutas pretas bem maduras, onde se destacam amora, ameixa e groselha. As notas amadeiradas estão também em evidência e estabelecem uma bela sinergia com a fruta, com a presença de baunilha, especiarias, como pimenta, pimentão, além do tabaco. Os dez meses em barricas de carvalho aportam tais características.

Na boca é seco, de paladar arredondado, elegante, sofisticado, sendo muito equilibrado. Tem média estrutura, bom volume de boca, carnudo, cheio, alcoólico, mas bem integrado ao conjunto do vinho, com taninos pronunciados, presentes, porém redondos com uma excelente acidez que corrobora ou enfatiza o seu bom volume. A madeira traz também o aporte de tosta média, chocolate meio amargo e torrefação. Final agradável e prolongado.

As descrições do produtor referente a safra de 2017 no Chile e a Cabernet Sauvignon que abrilhantou esse rótulo especial pareceu ter ecoado as minhas percepções sensoriais de uma forma avassaladora e brilhante. Diz:

“A safra de 2017 foi uma das primeiras safras da última década, com pelo menos três semanas de antecedência devido a uma primavera seca e um verão quente, com temperaturas muito quentes. Os rendimentos foram abaixo do esperado, mas de excelente qualidade, com uvas muito saudáveis, aromáticas e altamente concentradas. Vinhos desta safra serão lembrados por sua grande complexidade, redondeza, volume e textura. ”

É o que se resume o Santa Ema Gran Reserva Cabernet Sauvignon: elegância, sofisticação envoltos em uma textura de complexidade e alguma estrutura, com as notas típica da passagem por carvalho.

É a personificação do Maipo, sintetiza a região, com o seu apelo regionalista, explodindo na taça em tipicidade e qualidade. Mais uma vez a Cabernet Sauvignon chilena muito bem representada! Teor alcoólico de 13,5%.

Sobre a Vinícola Santa Ema:

O começo da Santa Ema remonta ao início do século XX, mais precisamente em 1917, quando Pedro Pavone Voglino, imigrante italiano, do Piemonte atleta e empresário, descobriu na Ilha de Maipo um Terroir, onde até hoje, é a sede da vinícola, adquirindo a Fazenda Santa Ema, de 35 ha.

O fundador, juntamente com seu filho Félix Pavone Arbea, um grande empreendedor e visionário, fundou a empresa vinícola, Vinhos Santa Ema, em 1956, proporcionando uma avançada infraestrutura industrial para o desenvolvimento e gerenciamento de vinhos embalados de alta qualidade.

A partir de então, a Santa Ema se abriu para o Chile e para o mundo, iniciando suas exportações, em 1986, com um processo de crescimento sólido e ininterrupto, que hoje atinge a mais de 30 países de destino nas mãos da terceira e quarta geração da família.

Se existe algo que caracteriza o espírito, a missão e a visão dos Vinhos de Santa Ema, que continua pertencendo à Família Pavone, hoje em sua quarta geração, é uma adesão plena e sustentada aos seguintes valores fundamentais: compromisso, qualidade, respeito, honestidade e responsabilidade.

Mais informações acesse:

https://www.santaema.cl/pt-br/?active=S

Referências:

“Vinci”: https://www.vinci.com.br/c/regiao/valle-del-maipo

“Academia do Vinho”: https://www.academiadovinho.com.br/__mod_regiao.php?reg_num=MAIPO#:~:text=O%20vale%20abriga%20o%20maior,produzidos%2C%20at%C3%A9%20o%20planalto%20central.

“Blog Divvino”: https://www.divvino.com.br/blog/colchagua-chile/

“Turistando Chile”: https://www.turistandochile.com.br/tours_ver/valle-del-maipo

“Viagem e Turismo Chile”: https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/valle-del-maipo/

 

 

 

 

 




sábado, 10 de julho de 2021

Santa Ema Select Terroir Reserva Merlot 2018

 

A Merlot definitivamente tem uma importância ímpar na minha trajetória de enófilo. Diria, sem medo ou exagero, que a Merlot ajudou a moldar o que sou como um apreciador incondicional da poesia líquida. Foi uma casta essencial para a minha transição dos vinhos de mesa para os vinhos finos, de uvas vitis vinífera. Mas o mais importante disso tudo é o impacto que ela causou em minha vida e que, a cada degustação, a cada experiência sensorial vem impactando.

Lembro-me com nitidez que os primeiros rótulos da casta Merlot que degustei logo me rendi de forma incondicional, me curvei perante a ela e de imediato se tornou a minha casta preferida, mesmo que naquela época eu ainda estava apenas no início da minha trajetória no universo do vinho.

Degustei alguns rótulos nacionais e chilenos, mas o segundo, de cara, me impressionou: tinham personalidade, eram marcantes, alguns encorpados, mas macios, equilibrados e fáceis de degustar. Embora naquela época, como disse, estava apenas no início da minha caminhada no mundo dos vinhos, eu conseguia ter essa percepção do vinho, o que fez curvar diante da cobiçada Merlot.

E degustei de forma ávida e dedicada alguns rótulos chilenos da casta Merlot e que maravilha era explorar cada um deles, de várias regiões, cada um com a seu terroir, as suas características, fazendo com que eu mergulhasse profundamente nos rótulos chilenos da casta. Tive momentos em que a minha simples adega se tinha Merlot chileno, como foi intenso, uma espécie de paixão avassaladora em que, determinadas situações, temia que razão tomasse conta de meus sentidos e fizesse trazer à tona alguma ingrata realidade.

Mas não permiti que a temível e silenciosa zona de conforto, tomasse conta de mim e o Chile se desbravou diante dos meus olhos e sentidos de outras formas, ou melhor, de outras castas e rótulos nas suas mais diversas propostas, mas não posso negar que o Chile e os seus grandiosos vinhos chegou a mim graças a Merlot, bem como a casta propriamente dia.

E a minha mais nova degustação de um Merlot chileno veio de uma forma inusitada e surpreendentemente incrível. Avistei, em uma das minhas novas incursões aos supermercados, um Merlot do Chile com um atraente valor na faixa dos R$ 23,00! Receoso, me aproximei para conferir com cuidado. Como costumo fazer, acessei a página do produtor para colher mais informações acerca do vinho e o que lá li me chamou muito atenção, sobretudo pelo fato do valor tão baixo.

Não tinha nada a perder, afinal, um valor baixo, caso o vinho não me agradasse eu perderia pouco dinheiro. E eis que o dia, o momento, chegou! No barulho da rolha se desprendendo da garrafa, por um instante eu voltei no tempo e relembrei de agradáveis degustações de bons Merlots chilenos. Que vinho! Então apresento o vinho que degustei e gostei que veio do Vale del Cachapoal, no Chile, e se chama Santa Ema Select Terroir Reserva, da safra 2018.

Então já que fiz comentários elogiosos a Merlot, falemos um pouco da casta e também da região a qual o vinho foi concebido, já que o nome do vinho traz a palavra-chave: “Terroir”.

Merlot: popular sim, mas elegante.

Por um longo período na história dos vinhos, a Merlot ficou conhecida pejorativamente como a “outra tinta de Bordeaux”, região de sua origem e cuja estrela principal era a Cabernet Sauvignon. Esse panorama começou a mudar no final do século XX – atualmente ela é uma das castas de maior sucesso no mundo, sendo cultivada em diversos países vitivinicultores.

Pesquisas revelam que a Merlot descende da casta Cabernet Franc, também francesa, sendo meia-irmã das não menos famosas Carmenère e da Cabernet Sauvignon. Apesar de seu prestígio ter se espalhado pelo mundo apenas na década de 1980, a Merlot tem cultivo documentado há séculos atrás. A primeira referência à uva que se tem notícia data de 1784, no seu país de origem: a França.

A sua designação, Merlot, deriva de Merle – nome dado a um pássaro na França que, assim como a uva, ostenta uma coloração escura e profunda. 

Melre

No século XIX foi muito cultivada na região de Médoc, que fica à margem esquerda do rio Gironde. Tem seu nome mencionado em diversas ocasiões na Itália e Suíça já na virada para o século XX, mas ganha notoriedade mesmo quando entra no Novo Mundo em 1990, tornando-se a uva mais popular nos Estados Unidos.

A França continua sendo o maior cultivador desta casta, com aproximadamente dois terços da sua produção mundial. Bordeaux, com 56% de seus vinhedos cobertos de Merlot, é a principal produtora; sobretudo na sua margem direita, onde a uva domina as plantações das regiões de St. Émilion e Pomerol. Outros países como Itália (onde a Merlot é a quinta casta mais plantada), Estados Unidos (na Califórnia, principalmente), Argentina, Chile, Austrália, Brasil, Canadá e África do Sul cultivam a Merlot de forma significativa. Denotando seu prestígio, popularidade e fácil adaptação em diversas partes do globo.

Assim como a Cabernet Sauvignon, a Merlot tem boa adaptabilidade a diversos solos e terroirs. Suas cepas se desenvolvem muito bem em solos rochosos e áridos, mas também são bem cultivadas em solos argilosos. Quanto ao clima, a adaptabilidade também reina, pois consegue produzir boas safras tanto em climas mais quentes quanto em mais frios e úmidos.

Apesar do seu fácil cultivo e da sua flexibilidade, os especialistas divergem a respeito do tempo de maturação dessa uva, não existindo consenso. Isso porque, outra característica dessa uva é sua propensão para passar do ponto do amadurecimento, o que pode acontecer em questão de dias (um dia está boa e dias depois já amadureceu muito).

Os que defendem a colheita tardia entendem que isso conserva os açúcares e a maturação fenólica de forma mais concentrada. A outra corrente, ao contrário, acredita que a colheita tardia prejudica a acidez e destaca excessivamente os aromas frutados, tornando o vinho mais pesado, com menos frescor e elegância, razão pela qual defendem a colheita precoce.

Por causa dessa divergência que atualmente existem dois tipos de vinhos Merlot: (i) o estilo internacional, elaborado no novo mundo, no qual a uva é colhida mais tarde (no momento em que está mais madura), com teor alcoólico mais alto e que resulta em um vinho mais encorpado. E (ii) o tradicional estilo de Bordeaux, que usa uva colhida mais cedo para manter a acidez e produzir vinhos de corpo médio, com teor alcoólico moderado.

Como se não bastassem essas diferenças, especialistas ainda afirmam que há diferença de entre os vinhos em razão da região onde a uva é cultivada, especificamente se é em local mais quente ou mais frio. De fato, vinhos de regiões mais frias, como França, Itália e Chile, são mais estruturados, com maior presença de taninos e aromas de tabaco. Já os vinhos de regiões mais quentes, como da Califórnia, da Austrália e da Argentina, são mais frutados e com taninos menos predominantes.

Vale de Cachapoal

O Valle del Cachapoal – Valle del Rapel, é uma sub-região da região de Valle Central. Ocupa a parte sententrional do vale de Rapel, enquanto o vizinho meridional é Colchágua. Embora por muito tempo se tenha falado só de Rapel, pouco a pouco ambos foram se desligando dessa vizinhança a ponto de já muitos poucos rótulos falarem em um Rapel genérico.

Valle Central e o Valle del Cachapoal

Existe lógica por trás dessa divisão, porque as diferenças são importantes, tanto em clima quanto em topografia. Boa parte dos produtores mais importantes de Cachapoal tem seus vinhedos aos pés dos Andes, local chamado de Alto Cachapoal. Nessa região a Cabernet Sauvignon brilha com seu frescor e elegância, mas, também, aproveitando a influência fria da cordilheira e dos pedregosos solos aluviais de média fertilidade, conseguiram-se interessantes resultados com a Viognier em brancos  e  Cabernet Franc em tintos.

O poente, nos arredores de Peumo, as temperaturas aumentaram, especialmente nos setores protegidos da influência marítima, como em Las Cabras. Nesse setor, o estilo delicado e elegante transforma-se em maior potência de álcool, maturidade e doçura. Isso explica por que, na região ocidental do vale, a Carménère alcance sua completa maturação sem dificuldades. Em Peumo, na margem setentrional do rio Cachapoal, são produzidos alguns dos mais interessantes Carménère do Chile.

As brisas frescas da costa que deslizam pela bacia do rio banham os vinhedos de frescor e, ao mesmo tempo, moderam as altas temperaturas do setor. Isso explica, por exemplo, que os tintos tenham essas notas de ervas e frutas vermelhas maduras proporcionadas pelas brisas frescas.

E agora finalmente o vinho!

Na taça mostra um imponente vermelho rubi intenso com reflexos violáceos brilhantes com abundantes lágrimas grossas que mancham as paredes do copo.

No nariz revela aromas de frutas vermelhas maduras, algo de groselha e ameixas, com notas amadeiradas delicadas e de baunilha em um equilíbrio invejável, graças aos 6 meses de passagem por barricas de carvalho, cerca de 40% do vinho.

Na boca é um vinho austero, maduro, de tipicidade, com alguma estrutura, mas muito macio e harmonioso, aparecendo, mais uma vez, as notas amadeiradas, de forma discreta, fazendo com que a fruta sobressaia, o toque herbáceo se faz presente também, com taninos firmes, mas domados, acidez correta e final prolongado e frutado.

O nome do vinho traz aquela palavra-chave: “Terroir”. E ela explica muita coisa que aqui foi textualizada. As características climáticas e geográficas que personificam os Merlots chilenos, a personificação do genuíno. Antes de saber ou pelo menos ter a mínima, a vaga noção do conceito de “Terroir” eu já tinha a plena noção da tipicidade dos Merlots chilenos e foi o que me cativou, o que me arrebatou por inteiro. Santa Ema Select Terroir surpreende por entregar um vinho maduro, de personalidade marcante, mas suave, elegante. Uma versatilidade que faz com que o vinho cative a todos os paladares, dos mais exigentes aos iniciantes do universo vasto e inexplorado do vinho que ainda tem a maravilhosa capacidade de nos surpreender. Que o Merlot chileno continue nos inspirando e provocando verdadeiras catarses em nossos sentidos. Tem 13,7% de teor alcoólico.

Sobre a Vinícola Santa Ema:

O começo da Santa Ema remonta ao início do século XX, quando o Sr. Pedro Pavone Voglino, imigrante italiano, vindo do Piemonte, atleta e empresário, descobriu na Ilha de Maipo um Terroir, onde até hoje, ainda é a sede da vinícola, isso em 1917. Em 1935 ele adquire a fazenda Santa Ema, com 35 hectares.

O fundador, juntamente com seu filho Félix Pavone Arbea, um grande empreendedor e visionário, fundou a empresa vinícola, Vinhos Santa Ema, em 1956, proporcionando uma avançada infraestrutura industrial para o desenvolvimento e gerenciamento de vinhos embalados de alta qualidade.

A primeira exportação de vinhos Santa Ema para o mercado exterior acontece em 1986 e, a partir de então, a Santa Ema se abriu para o Chile e para o mundo, iniciando suas exportações em um processo de crescimento sólido e ininterrupto, que hoje atinge a mais de 30 países de destino nas mãos da terceira e quarta geração da família.

Se existe algo que caracteriza o espírito, a missão e a visão dos Vinhos de Santa Ema, que continua pertencendo à Família Pavone, hoje em sua quarta geração, é uma adesão plena e sustentada aos seguintes valores fundamentais: Compromisso, Qualidade, Respeito, Honestidade e Responsabilidade.

Mais informações acesse:

https://www.santaema.cl/pt-br/?active=S

Referências:

“Academia do Vinho”: https://www.academiadovinho.com.br/__mod_regiao.php?reg_num=RAPELCACHAPOAL

“Blog Vinho Site”: http://blog.vinhosite.com.br/uva-merlot-conheca-mais-sobre-os-vinhos-dessa-variedade/

“Clube dos Vinhos”: https://www.clubedosvinhos.com.br/uva-merlot-quando-a-popularidade-encontrou-a-elegancia/

“Blog do Jeriel”: https://blogdojeriel.com.br/2011/11/09/o-vale-de-cachapoal/